Consenso acerca da terapia nutricional para adultos com diabetes ou pré diabetes

Começamos pelo mais importante:

RECOMENDAÇÃO DO CONSENSO

A REDUÇÃO DO CONSUMO DE HIDRATOS DE CARBONO CONTRIBUI PARA UM MELHOR CONTROLO DA GLICEMIA, E CONSEQUENTEMENTE DA DIABETES.

A associação americana de diabetes publicou um relatório com o objetivo de fornecer aos profissionais clínicos algumas orientações sobre a terapia nutricional para cada pessoa.

São vários os estudos que provam que a terapia nutricional tem um importante peso na gestão da diabetes, assim como noutras situações (melhora dos fatores de risco cardiovascular (pressão arterial, colesterol,…), controlo de peso,…

Este consenso enfatiza que um plano nutricional deve ser reavaliado frequentemente pelos profissionais de saúde, em colaboração com as pessoas com diabetes.

Neste consenso, um dos autores foi uma pessoa com diabetes,  de modo a “defender” o ponto de vista das pessoas com diabetes.

Em relação a este artigo, salienta-se o seguinte relativamente à terapia nutricional:

1) pode ajudar a prevenir ou a retardar a diabetes tipo 2 em pessoas com pré – diabetes.

2) redução da mortalidade cardiovascular.

HIDRATOS DE CARBONO

3) não há uma percentagem ideal de calorias proveniente dos hidratos de carbono, proteínas e gorduras, esta distribuição deve basear-se numa avaliação individualizada. O consumo total de calorias deve ser apropriado a cada individuo dependendo das metas a atingir, actividade física, assim como a composição dos macronutrientes a consumir deve ter em conta o status do individuo, preferências alimentares e disponibilidade.

4) a quantidade de hidratos de carbono que se devem ingerir é desconhecida, mas para adultos sem diabetes (19 anos ou mais) a recomendada é de 130 g/dia .

FIBRA

5) o consumo de fibra está associado à menor mortalidade por todas as causas em pessoas com diabetes, assim sendo estas pessoas devem consumir um mínimo de 14g por 1000 kcal, sendo que metade deste consumo deve ser à base de grãos , em particular integrais. Outras fontes de fibra serão os vegetais, abacate, frutas, além de leguminosas como feijão, ervilha, lentilha. Relembra-se que o consumo exagerado de fibra pode provocar flatulência , inchaço e diarreia.

PROTEÍNAS

6) Alguns estudos revelaram que o aumento da ingestão de proteína resulta em perda de peso, alguma melhoria da HbA1c (de 0,5%), mas ao nível da glicose em jejum ou pressão arterial nem por isso.

LÍPIDOS

7) os tipos ou a qualidade das gorduras nos planos alimentares podem influenciar o resultado do colesterol e triglicéridos, quando comparados com refeições com baixo teor de gordura. Alimentações com maior teor de gorduras saudáveis demonstraram melhorias no controlo da glicemia.

8) Alguns estudos, com elevado número de participantes revelaram que o consumo de gorduras boas está associado a um menor risco de diabetes tipo 2.

ÍNDICE GLICÉMICO E CARGA GLICÉMICA

Os estudos realizados não revelaram que estes dois factores tenham impacto significativo na HbA1c.

Fonte: https://care.diabetesjournals.org/content/42/5/731