Direito de escolha

Direito de escolha

Glucomen day, guardian 3, eversense, dexcom, Libre 2,….
Algumas destas são alternativas ao freestyle Libre, outra a sua nova versão.
Poderemos dizer que o freestyle Libre, a primeira versão, já está desactualizada.
Teremos de agradecer ao infarmed a autorização de comparticipação, faz mais de 2 anos.
Talvez agradecer seja uma palavra demasiado forte, ora vejamos:
1) a comparticipação abrangeu maioritariamente pessoas com diabetes tipo 1;
2) pessoas com diabetes tipo 1 não têm a possibilidade de reverter, ou controlar a doença, de outra forma que não a utilização de insulina (as mezinhas que por andam pela net são nada mais nada menos do que mitos e “banha da cobra”)
3) este dispositivo, dadas as suas vantagens quer em termos de saúde, quer em termos económicos, leva a imenso “lucro” quer para o utilizador, quer para o orçamento do estado ;
4) os gastos com a diabetes tipo 1 são muito poucos quando comparados com a diabetes tipo 2;
5) a diabetes tipo 2, em grande parte das pessoas, pode ser controlada sem medicamentos, recorrendo ao exercício físico, alimentação saudável, e PREVENÇÃO;

Posto isto, agradecer talvez seja demasiado, quando não havia razões para não aprovar a comparticipação.

Passados os dois anos apareceram “novas” alternativas.
O mesmo tipo de funcionamento, ou um upgrade se as mesmas fizerem medições contínuas e enviarem regularmente os dados para uma aplicação: guardian 3, glucomen day, dexcom (este já existia),…
Apareceu também o upgrade do Libre, o Libre 2, que em breve também ele estará desatualizado, pois já foi aprovado pela FDA (o correspondente ao Infarmed nos Estados Unidos da América) o Libre 2 iCGM.
Pelo que se sabe, algumas destas alternativas já estão para aprovação de comparticipação no infarmed.
Alguns dos processos estarão avançados ao ponto de se dizer que da parte das empresas existe disponibilidade para vender ao PVP de 53€ por dispositivo, conforme estipulado na Portaria número 15/2018.
Assim sendo, mais uma vez não se entende o porquê desta demora em aprovar.
Como não se sabe o que é verdade de parte a parte, pois estes processos devem, e bem, ser sigilosos, colocamos a questão de outra forma.
E se as empresas não baixassem o valor de venda, pois estes dispositivos não têm todos o mesmo custo, qual a solução?
Alguns dos dispositivos referidos enviam continuamente a informação para aplicações, pelo que é natural que o preço de venda seja diferente.
Se o valor da comparticipação é de 85%, porque não é comparticipada esta percentagem do valor de venda das empresas (ainda que estas devem ajustar os mesmos à realidade portuguesa) e caberá aos utentes adquirir ou não o dispositivo, pagando os restantes 15%?
Onde ficaria o Estado a perder desta forma?
Da parte das empresas haveria obviamente todo o interesse em estabelecer um PVP de modo a ter o maior número de vendas, pelo que certamente o aproximarão do preço estabelecido na portaria.
É difícil termos os avanços tecnológicos em Portugal pois sabemos que as empresas não apostam num “mercado” tão pequeno e onde tudo tem de passar por um moroso processo de aprovação por parte do Infarmed.
O que se pede não é nada de estranho, este mesmo processo é já feito com insulina de marca genérica.
Com medicamentos orais, por exemplo, para o colesterol, em que um genérico custa mais ou menos 3€ e o não genérico mais de 30€, mas cujos efeitos são diferentes e o utilizador tem de comprar o mais caro.
Será isto assim tão estranho?
Não nos parece.

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