Porque será que a minha hemoglobina glicada A1c, estimada pelo leitor de glicose flash ou CGM, (eA1c) não corresponde à das análises que fiz?

Em primeiro lugar há que explicar o que é afinal o valor da HbA1c.

Tal foi explicado num artigo que podem encontrar aqui.

Mas resumindo trata-se de um valor que nos indica qual a nossa glicose média nos 3 meses anteriores à análise sanguínea. Mas devemos ter consciência que nem sempre o valor que obtemos representa a 100% o que foram os 3 meses anteriores, nem diz tudo sobre esse intervalo de tempo.

Algumas situações podem causar falsas elevações nos seus valores, como, por exemplo:

  • Alcoolismo
  • Insuficiência renal
  • Níveis de colesterol
  • Anemia por deficiência de ferro
  • Anemia por carência de vitamina B12 ou ácido
  • Fólico
  • Alguns suplementos, como vitaminas C e E

E o que é a eA1c  (nome que provavelmente vai cair em desuso)?

Não encontrei a fórmula usada para o cálculo da eA1c, mas penso que resulte da seguinte:

Ou seja, é o cálculo da Hemoglobina glicada a partir da média da glicose durante um determinado período de tempo.

Esta fórmula resulta da que é usada para converter o valor da hemoglobina glicada no valor médio estimado da glicose nesses 3 meses.

Este valor, dado nem sempre ser próximo do valor da HbA1c, leva por vezes a alguma confusão e frustração.

Quanto já sentiram tristeza porque o leitor flash/o Medidor Contínuo de Glicose (MCG) dava uma hemoglobina (estimada) de, por exemplo, 6% e ao realizarmos a análise sanguínea obtemos 6,4%?

Conforme relatado num artigo recente uma HbA1c de 8%, medida em laboratório, pode corresponder a uma eA1c compreendida entre 7% e 8,5%. Falamos portanto de um intervalo enorme.
Para evitar esta confusão entre a Hemoglobina Glicada e a Hemoglobina Glicada estimada passará a ser utilizado um novo indicador, o GMI (Glucose Management Indicator).

Falaremos sobre este indicador num próximo artigo.