QUAL A MELHOR TERAPIA PARA MIM?

A diabetes é uma condição que requer um controlo diário e sistemático. E, quem já contactou com ‘ela’ por perto já se apercebeu que necessita de ‘guardar’ todos os dias, algum do seu tempo para esta logística.

Claro que dependendo do tipo de diabetes, o tratamento e o modo como tudo é feito torna – se diferente.

Porém, a base é esta: o equilíbrio entre o que se come, o exercício físico que se faz e a medicação que se precisa de tomar.

Na diabetes tipo 1 (aqui podemos englobar tipo Lada e alguns do tipo Mody)   e em alguns portadores de diabetes tipo 2, a insulina é uma constante na vida – podendo nalguns casos existir necessidade da medicação oral. Como as células beta do pâncreas deixaram de produzir esta enzima, a própria pessoa tem que fazer esta logística com a ajuda da equipa médica para ajustar os parâmetros pessoais .

A terapia mais utilizada nos países desenvolvidos envolve a terapia intensiva com contagem de hidratos de carbono.

 

Esta terapia consiste no tratamento com canetas ou bombas infusoras de insulina.

Ao efetuar esta terapia  com  canetas de insulina, necessita de dois tipos de insulina- a lenta (que funciona como basal e que tem que estar sempre presente no organismo mesmo que não se coma pois ela abrange o nosso metabolismo basal, aquele que está sempre presente para o nosso corpo funcionar) e a  insulina ultra rápida que cobre todos os alimentos que ingerimos através da contagem de hidratos de carbono , exceptuando em casos pontuais ou de exercício físico (o exercício físico funciona como um potencializador da insulina, fazendo com que no momento da prática precisemos de menos insulina ou de mais hidratos de carbono que estão presentes nos alimentos).

Com as bombas de insulina, funciona da mesma forma(basal, contagem de hidratos de carbono e insulina quando se ingere alimentos) , excepto que o tipo de insulina é só uma – ultra rápida – fazendo o papel de basal quando injectada de forma automática pela bomba de três em três minutos.

Com este tipo de terapia, a pessoa com diabetes torna – se mais livre na sua própria condição relativamente a horários e a refeições, optando sempre por uma alimentação saudável, equilibrada e com prática de exercício físico.

 

Claro que é necessário perceber as necessidades de insulina ao longo do dia e de que forma certas variáveis poderão influenciar este  equilíbrio. Este conhecimento vai sendo gradual e é normal  que numa fase inicial pareça algo muito complexo.. Mas, até não o é! Basta ter um pouco de paciência e treino!

Até há uma década, os esquemas fixos eram os mais utilizados variando consoante a glicemia antes da refeição, mas nos tempos que correm e com os avanços tanto a nível tecnológico, científico e como do conhecimento, há cada vez mais escolha neste sentido. Esta escolha deve-se à percepção que com estes esquemas fixos, a glicemia variava muito, tornando – se prejudicial à saúde da própria pessoa e  também ao facto de perceber que o indivíduo com diabetes pode e deve ter uma vida totalmente normal.