Relação direta…

Relação direta…

Estudo “conclui” que a glicemia muito alta, hiperglicemia aguda, leva a perda de capacidade de memória espacial, o que é fundamental para o funcionamento diário e desempenho escolar.

Este estudo realizou-se com 20 adolescentes,com idades entre 11 e 19 anos e com diabetes há mais de 5 anos e menos de 10.
Até aqui tudo normal, mas qual foi o procedimento feito.
Estes adolescentes após uma noite com valores glicémicos estáveis, entre 90 e 180mg/dL, foram depois sujeitos a uma subida da glicose, através de um bolus de glucose por meio intravenoso, de forma a que a glicemia durante 2 horas estivesse entre 270 e 450 mg/dL.

Durante o estágio glicémico normal e em hiperglicemia, os adolescentes foram submetidos a ressonâncias magnéticas e a espectroscopias de ressonância magnética.
Após a análise dos dados a conclusão a que se chegou foi que existe um efeito direto das hiperglicemias agudas com a capacidade de memória espacial.
Claro que o estudo terá as suas limitações, mas as conclusões não são novidade.
Colocam-se duas questões:
1) é aceitável provocar em 20 adolescentes hiperglicemias agudas?
2) será apenas em valores tão altos (270 – 450mg/dL) que se notam estas perdas de capacidade, ou em valores como 180 já começará a existir alguma diferença em termos de capacidade cerebral, se este estado se mantiver por algum tempo?